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Mercado pecuário tende a uma leve recuperação até o final deste ano

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Os atrasos na implantação das lavouras de verão em função das chuvas e mesmo para procedimentos de preparo deixaram o gado nas pastagens de inverno mais tempo do que o histórico. Isso fez com que a oferta ficasse um pouco mais cadenciada. A avaliação é da Comissão de Relacionamento com o Mercado do Instituto Desenvolve Pecuária para o mercado atual e a curto prazo do gado gordo e de reposição.

Conforme o presidente da Comissão, Ivan Faria, quando parar de chover, a pressão da lavoura aumentará e os criadores deverão retirar o restante do gado, que ainda está nos campos, por falta de oportunidade de entrada dos processos agrícolas. “Isso, de certa forma, espaçou a oferta, que não é grande, mas é suficiente, juntamente com o mix de carnes importadas de outros Estados que tem, sabidamente menos qualidade, mas tem o valor mais em conta” destaca, frisando, que este é o maior apelo econômico para um consumidor que ainda não se recuperou do seu poder de compra pela inflação do real. “Os preços ao consumidor baixaram um pouco, mas mesmo assim a reação de consumo é lenta. Já existe um maior consumo de carne bovina pela população, mas isto não é significativo porque os preços da carne não acompanharam a queda dos preços do boi”, ressalta.

Faria salienta que a indústria e o varejo ainda mantêm margens muito amplas de lucro, o que inibe um aumento maior do consumo. Além disso, avalia que a oferta é suficiente para manter uma escala de abate nos frigoríficos. “Esse quadro começa a mudar, pois já se vê pequenos aumentos de preço em função do encurtamento dessas escalas, que agora já não são nem de cinco dias. Os frigoríficos trabalham com um aumento de preço que não chega na ordem de 5%, o que ainda é um valor muito tímido para recuperar tanto as margens deles quanto as do varejo, e que os pecuaristas perderam. Avaliamos que o mercado tem condição de absorver, no mínimo, mais uns 15%, além desses 5% que já estão dados, sem sacrifício ou mudança que justifique a alteração de preço da carne ao consumidor, ainda mantendo margem para frigoríficos”, explica.

O dirigente do Desenvolve Pecuária diz também que este movimento deve ocorrer nos próximos dias, até a virada do mês, onde impactos como a primeira parcela do décimo terceiro já começam a exercer pressão e força na economia com o aumento do consumo. Por isso, vê como previsível essa recuperação dos preços do boi gordo. “No caso da reposição, esse repasse de preço não é tão fácil porque existe uma menor disponibilidade de áreas para pecuária porque aquelas áreas de pastagens de inverno já estão no fim do seu uso, quase que totalmente entregues às lavouras de verão. No caso da reposição, o que a gente tem? Alguns navios ainda estão sendo carregados para exportação. O mercado está muito dilatado, estão com boa margem, poderiam pagar melhor. Mas em função da demanda muito baixa, eles estão mantendo uma faixa de preço muito ruim para o produtor na venda de terneiros para exportação”, acredita.

Por fim, nas outras categorias, animais, como terneiras, novilhas, novilhos e vacas de invernar, segundo Faria, existe uma estagnação de volume de negócios e preços, porque não é uma época de pressão de compra, mas sim de pressão de venda, e essa reação talvez não se dê na mesma ordem dos animais para abate. A análise feita pela comissão de Relacionamento com o Mercado da entidade contou, além de Faria, com os representantes Fernando Costabeber e José Pedro Crespo.

Texto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

Campanha incentiva consumidor a saber a procedência da carne bovina

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Em projeção divulgada em agosto, a Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab) estimou que em 2023, o consumo médio de carnes, per capta, no Brasil chegaria a 100 quilos. Deste total, 30 quilos seriam de carne bovina. Mas, ao chegar na gôndola do supermercado, o consumidor sabe identificar onde é produzida a carne que será preparada na sua próxima receita? Com o objetivo de esclarecer sobre a procedência da carne bovina que, a partir desta semana, o Instituto Desenvolve Pecuária apresenta, via redes sociais, a campanha “De onde a carne vem? No verso da embalagem tem!”.

O presidente do Instituto Desenvolve Pecuária, Luis Felipe Barros, conta que 55% da carne bovina consumida pelos gaúchos vem de fora do Rio Grande do Sul, seja ela proveniente da desossa, indo diretamente para os frigoríficos, ou in natura, sendo vendida diretamente no varejo. “Com mais da metade do Estado consumindo carne de fora, obviamente tem pessoas que não sabem que essa carne é de fora. Nosso objetivo com a campanha é pedagógico. É mostrar para o consumidor que existe a carne oriunda do Rio Grande do Sul e a carne de fora e, então, ele poder fazer a escolha”, esclarece o dirigente.

Com criação da agência Humanizando Marcas Comunicação, sob a coordenação de Sílvia Orsi Koch, a campanha vai mostrar que o consumidor pode buscar, no verso da embalagem, um selo que informa o local onde o gado foi criado, ou seja, o estado de procedência do produto. Como Embaixador da campanha, Silvia conta que foi escolhido o assador Gonçalo Cirne Lima, que trabalha exclusivamente com produtos originados de gado criado no Rio Grande do Sul.

Para o lançamento da campanha, associou-se à iniciativa do Instituto o Frigorífico Coqueiro, de São Lourenço do Sul (RS). A empresa foi escolhida por ser nacionalmente reconhecida por suas boas práticas e como sendo de excelência no setor de proteína bovina. Os organizadores da campanha ressaltam que é sempre uma grande oportunidade poder degustar uma carne com este tipo de padrão.

 

 

Foto: Raul Krebs/Divulgação
Texto: Ieda Risco/AgroEffective

Economista alerta que crise na pecuária está chegando ao fim, mas que setor vive em ciclos

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A quarta e última live do projeto SOS Pecuária Gaúcha foi realizada nesta segunda-feira, 25 de setembro, no canal do Instituto Desenvolve Pecuária no You Tube. O encontro virtual reuniu o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, e o presidente do Instituto, Luis Felipe Barros. A live também celebrou a 30ª edição do Prosa de Pecuária, tradicional encontro dos associados com lideranças e especialistas do setor e da cadeia da carne.

Antônio da Luz iniciou sua fala com a referência de que a pecuária é feita de ciclos, como os de preços em alta ou em baixa. Na sequência passou a apresentar dados em que quando o ciclo está com valores mais elevados, há redução no número de vacas abatidas pelos produtores. “Temos que tirar do Rio Grande do Sul o problema, pois partimos de um pressuposto de que lá fora está ótimo, mas não. Estamos vivendo um ciclo de queda do preço muito forte no Brasil inteiro”, destacou.

O economista levantou dois pontos de dúvidas. Um, com relação ao mercado para China, que tem jogado o preço da carne para baixo e a alta na produtividade e crescimento do rebanho nacional, ocasionando alta oferta e consequente queda de preço. “Quando travamos o mercado para exportação (por causa da vaca louca) e os preços caem, será que não ensinamos nosso comprador a conseguir um preço melhor?”, perguntou Antônio da Luz. De forma positiva, ele traçou uma retomada futura e breve. “Acredito que o ciclo muda no início do ano que vem e teremos uma volta à normalidade. Quem aproveitou para fazer seus rebanhos terá uma surpresa positiva quando for comercializar seus animais e pelo menos uma parte deste resultado ruim de 2023, encerra em 2024”,concluiu.

Luis Felipe Barros, ao assumir a palavra, trouxe um resumo do que foi tratado nas lives anteriores, como as causas da crise da pecuária bovina. Após, provocou com a questão sobre o que fazer com os dados apresentados. Propôs usar a visão empresarial de análise de possibilidades. “Temos que aplicar a matriz Swot, vendo nossas forças, oportunidades, fraquezas e ameaças”, afirmou.

Entre as fraquezas, Luis Felipe Barros destacou que as propriedades gaúchas são pequenas, frente às de outros estados, o custo da alimentação e a baixa escala de abate, frente aos demais estados. “O Mato Grosso abate mais de 230% do que o Rio Grande do Sul, que está em 8º lugar”, disse ele. Ainda foi apontada a desunião da classe e ausência de uma instituição que pense carne 24h por dia.

Entre os itens listados como oportunidades, o presidente do Instituto Desenvolve Pecuária incluiu a sustentabilidade. “O que também está entre nossas forças”, ressaltou Luis Felipe Barros, ao citar a inclusão do gado em áreas degradadas para recuperação do solo. Ele também destacou que é preciso informar que a carne gaúcha é produzida preservando o Bioma Pampa, e deve seguir exemplos como o do vinho gaúcho. “As coisas que estão prontas estão aí para serem copiadas”, concluiu. Barros finalizou sua apresentação instigando a criação de uma entidade que seja independente e pense carne, com integração da cadeia, promovendo a carne gaúcha, a exemplo do Instituto Mato-Grossense da Carne e do Instituto Nacional da Carne, do Uruguai.

Foto: Divulgação
Texto: Ieda Risco/AgroEffective

Organização e comunicação são ações indicadas para vencer a crise na pecuária

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O Instituto Desenvolve Pecuária realizou, na noite desta segunda-feira, 11 de setembro, o segundo painel do SOS Pecuária Gaúcha, dentro do projeto Prosa de Pecuária, live já tradicional da entidade. Foram convidados para debater estratégias, o pesquisador da Embrapa Pecuária Sul, de Bagé (RS), Danilo Sant´Anna e o presidente da Comissão de Relacionamento com o Mercado, do Instituto, Ivan Faria.

O primeiro a fazer uso da palavra foi Danilo Sant`Anna, que indicou que o primeiro passo a ser dado para salvar a pecuária gaúcha e valorizar a carne produzida no estado vem da identificação de origem da carne que será comercializada na gôndola, sendo essencial até mesmo com indicação geográfica. O segundo, é como comunicar isso para o consumidor. “Não basta este produto ter uma identificação, ele tem que estar separado perante o consumidor. E hoje a gente vai no mercado e as carnes estão todas misturadas”, destacou Sant´Anna.

O pesquisador ressaltou ainda a importância do produtor, do lado de dentro da porteira, se preocupar com qualidade, constância e acabamento da carne. “Uma vez que o consumidor identifica uma marca, ele fideliza e esta é uma responsabilidade do produtor, não da indústria”, destacou. Danilo Sant´Anna disse ainda que o Uruguai ensina que o cooperativismo auxilia neste sentido. “Precisamos de uma malha de frigoríficos habilitados para conseguir atingir mais mercados”, aconselhou. Outro ponto levantado foi o de buscar mudança nos sistemas de produção para, por exemplo, não acontecerem vazios forrageiros e “fazer sistemas altamente produtivos, estáveis, resilientes para garantir o animal todos os dias do ano”.

Na sequência, Ivan Faria, destacou que, entre os atributos da carne, a sustentabilidade é muito importante por ser diferencial frente a outros biomas do Brasil e até do mundo. ”A sustentabilidade que eu falo é comparativa, pois quando vou na gôndola e vejo uma carne que bioma amazônico que não pode vender para o exterior e vem para cá, disputando mercado conosco. Não temos como competir com uma pecuária tropical”, afirmou o pecuarista. Faria ainda disse que os sistemas de produção gaúchos são limitados até pela questão genética do gado, que precisa de uma alimentação diferenciada.

Ao lembrar que o Instituto Desenvolve Pecuária já organizou dois fóruns na busca de reunir os agentes envolvidos na cadeia da carne para tentar chegar ao mesmo lugar, ressaltou que agora, trabalham para uma alternativa a exemplo do que foi feito no Uruguai e no Mato Grosso. “Estamos trabalhando na construção do Instituto Gaúcho da Carne e vamos precisar do engajamento muito grande de todos, bem como de precisamos ter rastreabilidade, certificações de bem estar, na produção, e de balanças certificadas, controle das plantas e destinação dos produtos, na indústria”, explicou.

Sobre os preços de compra e venda, Ivan Faria disse que se trata de mercado, de relação básica do capitalismo. “Quem vende é porque não tem alternativas, comida, caixa, informação. É preciso entender todas as variantes para tomar a decisão certa de comercialização”, afirmou. E ele indica não vender. Como justificativa, Faria apresentou a informação de que o sistema de confinamento de outros estados não está à plena capacidade e a vaca vinda do norte só fará pressão no preço novamente no final do ano. Até mesmo os preços em elevação do boi futuro da Bolsa de Valores de São Paulo são indícios de que o setor pode sim sair da crise, garantiu. “Quem permanecer vai colher os frutos da sua resiliência”, complementou.

No início da live, o presidente da entidade, Luis Felipe Barros, aproveitou o encontro virtual para  agradecer a união e o empenho dos associados em levantar R$ 72 mil  para auxílio das pessoas atingidas pelas enxurradas no estado. Com o valor, a entidade doará 200 fogões e o residual da compra ainda será enviado em carne para alimentação dos necessitados.

O próximo painel ocorre no dia 21 de setembro, às 19h, com a participação do consultor de pecuária da Farsul e ex-professor da Ufrgs, José Fernando Piva Lobato, e do diretor comercial da GAP Genética, de Uruguaiana (RS), João Paulo Schneider, o Kaju.

Foto: Divulgação
Texto: Ieda Risco/AgroEffective

Crise na pecuária gaúcha será debatida em série de eventos virtuais

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A crise na pecuária do Rio Grande do Sul será tema de quatro eventos virtuais especiais ao longo do mês de setembro. O Instituto Desenvolve Pecuária trará especialistas em seu canal do YouTube para discutir o assunto em uma série intitulada “SOS Pecuária Gaúcha”. Serão oito convidados, dois por cada evento, que discutirão o momento do setor.

Conforme o presidente do Instituto Desenvolve Pecuária, Luís Felipe Barros, o objetivo do evento é lançar luz sobre essa crise para entender até que ponto é um ciclo que busca a reversão de excesso de fêmeas, retenção de matrizes e, portanto, mais animais no pasto e menor liquidez, ou se essa crise, efetivamente, ela está ocorrendo na conjunção do ciclo com o excesso de carne que vem de fora do Estado, já que 55% da carne consumida pelos gaúchos são de outros Estados da federação. “É carne que cai direto na prateleira, na gôndola, vinda de outros Estados. Isso gera um reflexo gigante, porque se deixa de abater 55% de animais que poderiam ser abatidos, e não estão sendo feitos. Isso gera ociosidade, gera muitos outros animais, isso impacta na reversão do ciclo, obviamente”, destaca.

A ideia, conforme o dirigente, é entender até que ponto vai a reversão do ciclo. “O movimento de alta, ou se esse excesso de carne no varejo vai manter essa baixa especificadamente aqui na Estado, tendo em vista que toda essa carne que vem de outros Estados como Rondônia, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, e Minas Gerais. Portanto, se a gente não discutir isso, não vamos ter uma visão clara de quando essa crise vai terminar, porque não é apenas o fim de um ciclo. E outra, será que se o ciclo acabar e faltar, diminuir o número de animais, o que geraria a suba do preço, será que não vai abrir mais espaço para carne de fora entrar nas gôndolas das prateleiras? Então temos de discutir, temos que dialogar, temos de propor as soluções”, explica.

A primeira live ocorre no dia 5 de setembro e terá como convidados o coordenador do Nespro/Ufrgs, Júlio Barcellos, e o agropecuarista Fernando Costabeber, da Pulquéria, de São Sepé (RS). No dia 11 de setembro, será a vez do pesquisador da Embrapa Pecuária Sul, Danilo Santana, e do presidente da Comissão de Relacionamento com o Mercado da entidade, Ivan Faria. No dia 21 de setembro o evento tem como convidados o consultor da Farsul, José Fernando Piva Lobato, e o diretor da GAP Genética de Uruguaiana (RS), João Paulo Schneider. Fechando o ciclo, participam no dia 25 de setembro o economista da Farsul, Antônio da Luz, e o presidente do Desenvolve Pecuária, Luís Felipe Barros. As lives iniciam sempre às 19h no canal da entidade www.youtube.com/desenvolvepecuária.

Foto: Eduardo Marcanth Rosso/Divulgação
Texto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

Pecuaristas debatem crise em roda de conversa na Expointer

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Fortalecer uma identidade enquanto estado produtor de carne sustentável e de qualidade foi um dos pontos levantados como essenciais para a cadeia da carne bovina gaúcha enfrentar a crise. Um debate, realizado nesta quarta-feira, 30 de agosto, no espaço do Universo Pecuária, na Expointer, reuniu especialistas e criadores para tratar do preço da proteína bovina, mercado interno e externo, e projetar ações junto aos consumidores.

A roda de conversa, organizada pelo Instituto Desenvolve Pecuária, iniciou tratando do preço da carne. A produtora Fernanda Costabeber, que mediou o evento, apontou que o preço da carne gaúcha sofreu uma queda de 40% nos últimos 45 dias, sendo a mais significativa da história da pecuária no Rio Grande do Sul.

O diretor do Instituto Nacional da Carne do Uruguai, Pablo Caputti, apontou que a crise também existe em seu país. Ele contextualizou o cenário de crise hídrica enfrentado e a volatilidade do preço da proteína animal devido às oscilações do mercado chinês. “Ficamos sem água em Montevidéu e tivemos que tomar água salgada. E a China ficou com medo de ficar sem carne. Os preços foram para cima, mas agora corrigiu”, explicou. Caputi ressaltou que a China tem uma economia diferente, mas vai continuar precisando de alimentos. “Ela não tem água e quando se exporta alimentos, se exporta basicamente água que tu conseguiu colher, fazer uma planta, um animal, uma caixa e isso é estrutural”, explicou o uruguaio que finalizou dizendo que vamos conseguir sair da crise, sem dúvidas.

Mesmo com a boa estimativa, o dirigente uruguaio recomendou aos gaúchos que fortaleçam sua identidade enquanto produtores de carne bovina como uma das ações para a retomada do setor. “Na crise, é bom pensar que gaúchos somos”, afirmou.

O fortalecimento da identidade também foi a recomendação do diretor do Instituto Mato-Grossense da Carne, Bruno Andrade. “Assim como vocês construíram uma marca com o chocolate de Gramado, devem fazer com a carne”, sugeriu.

Já para Davi Teixeira, sócio fundador e diretor da SIA, Serviço de Inteligência em Agronegócios, ao objetivar o futuro, é preciso olhar o passado. “Olhar as experiências já precedentes e ir para este caminho de agência de inteligência, trabalhar dados, escalas temporais  maiores, é assim que a gente entende em que ponto estamos e dar passos com mais assertividade”,  afirmou.

Para o professor Júlio Barcellos, do NESPro/UFRGS, que no começo do debate apontou que a cada cinco bifes consumidos no estado, três são de carne vinda de fora, a saída passa pela reflexão sobre uma questão. “A criação de uma instituição de inteligência estratégica tem a capacidade de mover um setor produtivo para sobreviver em crises, para crescer em oportunidades, esta é a pergunta”, disse Barcellos.

Proprietário da Fazenda Pulqueria, Fernando Costabeber quer a volta do protagonismo gaúcho quanto ao abate. “Há 100 anos, tínhamos um rebanho similar ao de hoje e a carne no Brasil era gaúcha”, lembrou o produtor que lamentou que o RS hoje detenha apenas 5% do abate nacional.

O presidente do Instituto Desenvolve Pecuária, Luis Felipe Barros, ressaltou o ineditismo do debate realizado na 46ª Expointer, reunindo pecuaristas, consultores e personalidades de outros locais que trouxeram um pouco da sua realidade. “A pecuária sempre viveu um momento pujante até o ano passado, enquanto as cadeias do leite, de suínos e de frango  vinham sofrendo problemas que vemos hoje como a ruína, e cabe a nós falar, não só para nós, mas para a sociedade” , ressaltou o dirigente. Ele complementou que o debate é fundamental para sair da inércia na qual se encontram.

Foto: Ieda Risco/AgroEffective
Texto: Ieda Risco/AgroEffective

Instituto Desenvolve Pecuária lança campanha de conscientização do consumo da carne gaúcha

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Com o slogan “De onde a carne vem? No verso da embalagem tem”, o Instituto Desenvolve Pecuária fez o lançamento da campanha de conscientização do consumo da carne gaúcha nesta quarta-feira, 30 de agosto, durante a 46ª Expointer, e que será veiculada a partir de 15 de setembro até 30 de novembro. O presidente da instituição, Luis Felipe Barros, enfatiza que o Rio Grande do Sul enfrenta “uma enxurrada de carne produzida fora do estado, que vai direto para as gôndolas e freezers do varejo, o que leva a um consumo de 45% desta carne”. Barros avalia que o consumidor consome apenas 55% dessa proteína e que este comportamento “é muito grave, pois dilapida uma cadeia que envolve fornecedores de insumos, de ração, de medicamento veterinário e prejudica frigoríficos e pecuaristas”.

Esta situação, segundo ele, acontece pelo fato da carne ser, em média, 33% mais barata do que a carne gaúcha e, também, porque “o cliente não tem noção que está comendo uma carne que vem de fora do Rio Grande do Sul, então ele não tem como comparar, ele não tem como optar”, explica. Com esta campanha, que terá como foco as mídias sociais, existe a expectativa de que a população comece a ver na etiqueta das embalagens a origem da proteína animal e que opte ou não pelo consumo da carne gaúcha. Barros justifica que a escolha pelas redes sociais acontece porque “vamos direcionar ao público que tem capacidade, mas que não consome por conta do desconhecimento. Não adianta colocarmos em uma mídia tradicional e passar numa cidade pequena, que nem mesmo recebeu essa carne. Portanto, essa campanha é eminentemente na internet, nas redes sociais”, completa.

O presidente da Farsul, Gedeão Pereira, salienta que “a nossa pecuária, nesses últimos vinte ou trinta anos, evoluiu de uma maneira extraordinária. A maioria dos abates ocorre até os 24 meses”. Pereira elogiou a campanha e se colocou à disposição do Instituto Desenvolve Pecuária para auxiliar nesta questão e em outras que o setor pecuarista necessite. No decorrer do evento, participaram o diretor técnico operacional do Instituto Mato-Grossense da Carne (IMAC), Bruno de Jesus Andrade, e o doutor em economia e integrante do Instituto Nacional da Carne (INAC), com sede no Uruguai, Pablo Caputi.

Andrade apresentou dados sobre o IMAC, fundado em 2016, e lembrou aos pecuaristas da importância em estarem cientes das deficiências e ameaças que surgem. Ele ressalta quatro pilares fundamentais para que se atinja os resultados: regularização ambiental, intensificação e carbono, transparência e rastreabilidade e imagem da carne. Já Caputi trouxe ao público a experiência do Uruguai e o papel do Instituto Nacional da Carne. Ele apresentou alguns dados comparativos entre o Rio Grande do Sul e o país vizinho. “Os gaúchos têm 28,2 milhões de hectares, 75% das terras aráveis, 11 milhões de pessoas e dois hectares por habitante. O Uruguai possui 17,5 milhões de hectares, 90% de terras aráveis, 3,5 milhões de pessoas e cerca de seis hectares por habitante. “A questão é que para o Uruguai o foco é o mercado internacional, devido ao excedente de produção. Produzimos para 32 milhões de pessoas e temos uma população de 3,5 milhões. Já o Rio Grande do Sul produz para 44 milhões de habitantes e o Brasil possui mais de 200 milhões, então o foco acaba sendo o mercado interno”, concluiu.

Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

Texto: Leandro Prade/AgroEffective

Brigada Militar e Polícia Civil detalham projetos de inovação tecnológica para segurança pública

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Ocorreu nesta segunda-feira, 28 de agosto, a apresentação das novas tecnologias de informação da Brigada Militar e Polícia Civil para prevenir crimes no campo. O Painel Segurança Pública e Inovação foi realizado no espaço RS Innovation Agro na Casa da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), dentro da 46ª Expointer. O evento, promovido em conjunto com o Instituto  Desenvolve Pecuária, teve como mediadora a coordenadora da Comissão de Crimes Rurais da entidade e diretora administrativa da Febrac.

Pela Brigada Militar, quem fez a explanação foi o subdiretor do Departamento de Informática da corporação. O major Moacir Almeida Simões Júnior ressaltou que a Brigada Militar vai trabalhar em conjunto com as universidades PUC e Ufrgs e startups. Segundo Simões, a ideia básica é que essa estrutura dinâmica encontre soluções rápidas e efetivas contra crimes, principalmente, nas áreas rurais mais remotas. Estão sendo desenvolvidos aplicativos onde os animais são monitorados por chips numa prevenção contra crimes de abigeato. Também estão sendo adaptados ônibus especiais com câmeras potentes para mapear áreas remotas com dificuldade de acesso por internet.

O major Moacir Simões destacou o projeto Novo Mundo que já está em funcionamento e que visa justamente facilitar o acesso a propriedades rurais em áreas de difícil localização. “Esse projeto já opera em Erechim e está sendo expandido para todo o interior. E hoje está sendo anunciado na Expointer o mecanismo que monitora animais, o Abigeapp, que previne contra o abigeato”,  concluiu.

Já na área da Polícia Civil, falou o diretor do Departamento de Tecnologia da Informação da corporação. O delegado Antônio Vicente Vargas Nunes elencou basicamente três pilares que sustentam a tecnologia e inovação da Polícia Civil no combate ao crime: reuniões mensais de todos os órgãos da segurança pública diretamente com o governador do Estado para compartilhar dados atualizados e comparativos, as delegacias de polícia especializadas em Alegrete, Bagé, Camaquã e Cruz Alta na repressão a crimes rurais e abigeato e a delegacia on-line, onde o cidadão faz pela internet o registro da ocorrência policial e recebe por e-mail a confirmação.

O delegado Vicente Vargas destacou, ainda, o aumento significativo de registros na delegacia on-line. “Para se ter uma ideia, foram realizados quase 500 mil registros no ano passado, o que representa 25% do total e apenas com 20 policiais”, observou.

Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective/Divulgação
Texto: Artur Chagas/AgroEffective

Pecuaristas vão debater valorização da carne durante a Expointer

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O dia 30 de agosto está reservado para debater o futuro da agropecuária no Rio Grande do Sul. Será no Encontro Internacional de Institutos de Promoção de Pecuária e Carne, organizado pelo Instituto Desenvolve Pecuária, durante a 46ª Expointer. O encontro será realizado no auditório da Federacite, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), a partir das 14h. Em foco, o case de sucesso dos uruguaios.
 
O gerente de Estratégia e Inovação do Instituto Nacional da Carne do Uruguai (Inac), Pablo Caputi, deverá contar a história de como o país vizinho, que tem um tamanho aproximado ao do Rio Grande do Sul e um rebanho bastante parecido, conseguiu reposicionar a carne para ter maior valorização do produto.
 
Também participa como painelista o Diretor Técnico Operacional do Instituto Matogrossense de Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, que falará sobre a experiência da instituição no mercado e os avanços no setor, incluindo a sustentabilidade.
 
O Instituto Desenvolve Pecuária vai apoiar outro evento durante a Expointer, que também será realizado no auditório da Federacite. Trata-se do Workshop Ciclo Pecuário, organizado pela Associação Brasileira de Angus, dia 28 de agosto, às 17h, quando o presidente do Instituto, Luis Felipe Barros, participará como mediador.
 

Desenvolve Pecuária passa a integrar Grupo de Trabalho de Proteína Animal da Federasul

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O Instituto Desenvolve Pecuária foi aceito como membro do Grupo de Trabalho promovido pela Federasul que trabalha na cadeia da proteína animal. A entidade vai representar a bovinocultura de corte, junto à representação da cadeia de aves e suínos, que já tinham assento neste grupo.

Conforme o presidente do Desenvolve Pecuária, Luís Felipe Barros, a Federasul é uma entidade de grande destaque no cenário empresarial do Rio Grande do Sul. “Nós falamos que os produtores rurais têm que ser cada vez mais empresários e a visão do negócio não pode ser mais rural, e sim urbana. Nada mais justo do que nos unirmos a uma entidade desta envergadura e que tem um grupo de trabalho com o setor de aves e de suínos e agora integrado com a pecuária de corte”, observa.

O dirigente destaca que não havia uma entidade exclusivamente dedicada à pecuária no grupo. “Já existia a Farsul no grupo e é muito importante porque ele consegue unir os três elos principais da cadeia da proteína animal, ainda mais em um momento de crise destes três setores. Quando uma entidade do tamanho da Federasul se une para trabalhar com entidades deste setor e começa a trabalhar esta questão, conseguimos sair da letargia que sempre existiu e, com isso, dar passos largos para sair desta crise”, reforça.

Barros ressalta que a mudança começa por esta união quando os gaúchos se reúnem para mudar algo que não está indo bem, como a cadeia da proteína animal, seja de aves, suínos ou de gado de corte. “O Instituto Desenvolve Pecuária nasceu para unir elos e ajudar naquilo que ele pode auxiliar as entidades. E a entrada dentro deste grupo de proteína animal vai trazer resultados não só para os pecuaristas, mas para o Estado”, completa.

 

Foto: Eduardo Marcanth Rosso/Divulgação
Texto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective