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Gargalos da cadeia da carne pautam segunda edição de Fórum do setor

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Pela segunda vez, produtores, indústria e varejo se reuniram para debater os problemas que envolvem a cadeia da carne bovina gaúcha. O Fórum organizado pelo Instituto Desenvolve Pecuária foi realizado nesta sexta-feira, 28 de julho, na sede da Farsul, em Porto Alegre (RS), com o título “As alternativas para a carne gaúcha na visão do varejo, da indústria e da produção”.

Na abertura, o presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Rio Grande do Sul (Sicadergs), Ladislau Böes,  ressaltou que a ociosidade da planta frigorífica está em 50% hoje, mesmo com a boa oferta de gado, e apresentou o dado de que 40% da carne bovina vendida no RS é de fora, ou seja, vinda de outros estados. “Não é a indústria gaúcha que traz esta carne, mas o varejo e a indústria de outros. E o poder aquisitivo da população faz com que procurem uma carne mais barata”, disse Böes, justificando que a indústria gaúcha não é a responsável pela queda do preço do boi, que também ocorreu em outros países, como no Uruguai. Já o diretor da Farsul, Francisco Schardong, afirmou entender que o Fórum é “um carinho à nossa pecuária que precisa de apoio para seguir a sua trajetória”.

Já o presidente do Instituto Desenvolve Pecuária, Luis Felipe Barros, disse que o auditório lotado era a representação da dor do pecuarista. Barros disse que se colocar na balança só o valor, não dá para competir com a carne de fora. “Mas se botar qualidade e a questão da sustentabilidade da carne gaúcha, aí podemos competir. Ninguém explora o sabor, maciez, sustentabilidade nas embalagens da carne que vai para o varejo”, afirmou. Ele anunciou que o Instituto está elaborando uma campanha de caráter pedagógico que objetiva esclarecer o consumidor sobre questões de origem.

A primeira palestra foi do economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz. Ele iniciou fazendo referência ao pai, que foi leiloeiro e cresceu em meio aos pecuaristas. Disse que segue ouvindo as mesmas queixas de quando tinha 14 anos. Da Luz apresentou duas marcas de carne com 33% de diferença, sendo a carne de fora do RS a mais barata. “Nós temos que conscientizar as pessoas, sim, sobre o que estão comprando. Há quem possa pagar os mais de R$ 80 pela picanha, mas outros só  comprarão a mais barata”, disse. Ele ressaltou que o importante é entender a razão desta diferença. Para tentar explicar as razões, até mesmo comparou a distância entre os frigoríficos e o mercado, onde pesquisou os valores. No caso, o da peça mais barata é de Rondônia. “Não tem conspiração que explique um produto a mais de 3 mil quilômetros chegar mais barato no mercado em Porto Alegre”, afirmou. As razões são a produtividade, o modo de fazer as coisas, tanto pelo produtor quanto pela indústria, avaliou o economista. “Ou nós como cadeia estamos sendo incompetentes ou estamos nos posicionando equivocadamente”, refletiu. Antônio da Luz disse, ainda, que é importante também saber quem é o consumidor médio. “Está tudo na mesma gôndola e é importante a campanha que o Instituto vai lançar para esclarecer as diferenças”, complementou.

Valdecir Pressi, da rede Asun, disse que os supermercadistas estão pensando no que vai acontecer daqui para frente, em constante evolução. Ao realizar a ligação entre o varejo e a indústria, disse que é importante focar em melhorias tecnológicas, mas sem esquecer das pessoas. “A tecnologia é só parte disso, pois a transformação está dentro de nós”, afirmou. Pressi ressaltou que aqui no estado ainda é muito forte a preferência e que o consumidor gosta de comprar com o açougueiro e ter a carne fracionada no ato da compra. “Vemos que ainda há muito individualismo na relação entre o supermercado e o frigorífico”, disse o consultor, destacando que a parceria tem que ser maior, com critério para exposição de marcas e informações para o consumidor. Para o futuro, Pressi vê a tendência de fracionamento com o avanço de normas legais, onde serão agregados cortes especiais, e que será preciso esclarecer quanto aos preços justo e promocional.

Armando Brasil Salis, diretor do Frigorífico Campeiro, relatou que em 2000 as marcas começaram a diferenciar as carnes, com as denominações nas etiquetas. Contou que o Campeiro percebeu que a partir de 2020, o que passou a valer foi a experiência. Ele relatou que dentro do Programa Sabor da Campanha, quando incluíram o QR Code com informações de origem, viu amigos telefonarem para contar sobre a carne de quem estava consumindo. Estratégias como a de criar marcas para determinados consumidores também foi um dos critérios para competir com a chamada carne commodity. Outro exemplo foi a criação do Selo Aliança, onde o consumidor pode conferir a carne originada de gado criado a pasto. “Precisamos comunicar e nossa sorte é que hoje há o meio digital onde podemos fazer isso”, ressaltou. Ele concluiu que o desafio é levar o produtor para dentro da gôndola do supermercado. “O futuro, para nós, pode me chamar de louco, mas é o terroir. O boi de Dom Pedrito é diferente do boi de Uruguaiana e se pudermos explicar isso, talvez possamos fazer um mercado almejado por todos”, disse.

Bruno Delazari Lang, do Supermercado Lang e representante da Agas Jovem, disse que, quando criança, via pais de amigos comprando carne de outros mercados e não no da família e que isto o fez buscar conhecimento para evoluir o negócio. “Parte do que alcançamos foi conseguido com base no que estudei sobre o meu açougue”, garantiu. Voltando-se diretamente à indústria, disse que o supermercadista não conhece todas as linhas que a indústria produz. O empresário mostrou que teve a necessidade de mudar a cultura dos seus funcionários em busca do objetivo de ser referência no açougue. Entre as ações, destacou o fracionamento da carne e a oferta no autoatendimento e mix de produtos. Ainda como diferencial, Bruno contou do contato direto com o cliente e a personalização. “O cliente me chamou, falou como seria a festa, quantas pessoas e o valor que gostaria de pagar por pessoa. Montamos o kit com uma sugestão de cardápio”, contou o empresário, mostrando ainda a mensagem personalizada que vai na embalagem.

Ivan Faria, presidente da Comissão de Relacionamento com o Mercado do Instituto Desenvolve Pecuária, iniciou com uma analogia entre o globo terrestre e uma bola de cristal. Segundo ele, é importante a leitura dos 200 sócios do Instituto frente aos acontecimentos mundiais. Também citou a pandemia por Covid-19 e a guerra na Ucrânia como fatos que mudam o cenário de uma hora para outra. “A seca, velho problema que não conseguimos resolver mostra que não temos o cenário que o Centro-Oeste possui, de pluviosidade, mas precisamos resolver”, disse o pecuarista. Faria, ao comentar sobre o mercado de exportação para a China, ressaltou que hoje se tem o cliente pagando o preço que quer pelo produto. “Mas as exportações de gado vivo, em momentos de baixa, são boas para o pecuarista”, ressaltou. Ao citar o avô, Mocinho Faria, que disse ser seu inspirador, afirmou acreditar que o pecuarista só se mantém no negócio por paixão. “Precisamos de organização e permaneceremos apaixonados enquanto o negócio nos permitir respirara”, completou.

Júlio Barcellos, coordenador do NESPro/Ufrgs, foi o último palestrante do dia e propôs olhar para dentro da porteira. “A conjuntura é circunstancial e me preocupo com problemas de natureza estrutural que sempre se repetem”, afirmou, ao ressaltar que o Fórum não é um evento de economia, mas de governança. O professor destacou que até 2026, chegará ao mercado o produto que pode ser gerado em novembro deste ano. “Mil dias nos separam da atitude de hoje”, afirmou Barcellos. Conforme o professor, inteligência, dados e informação devem ser levados para dentro da porteira e fazem parte da alavanca da competitividade para sobreviver. O ciclo proativo das decisões, conforme Barcellos, é análise de dados, tomada de decisão e atitude.

Após as palestras, foi realizada uma mesa redonda onde foram debatidos os dados apresentados pelos convidados. A coordenação da mesa foi da produtora Fernanda Costabeber.

Programas auxiliam na promoção do setor produtivo da carne nos mercados interno e externo

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O trabalho desenvolvido pelo Instituto Mato Grossense da Carne (Imac) e os avanços no setor foram relatados pelo diretor técnico operacional da entidade durante a 26ª edição do Prosa de Pecuária, live mensal do Instituto Desenvolve Pecuária realizada nesta terça-feira, dia 18 de julho. Com o tema “Mercado de carne com sustentabilidade: A experiência do Imac”, Bruno de Jesus Andrade destacou os objetivos e as ações do Instituto, criado em 2016 por uma lei estadual.

Andrade iniciou a sua fala ressaltando que o Imac tem como principal finalidade a promoção da cadeia produtiva da carne no estado de Mato Grosso para os consumidores de todo o país e para os mercados que importam o produto mato-grossense. “Hoje, o estado exporta a carne bovina para mais de 70 destinos, sendo o principal a China”, informou, colocando que  estas vendas são realizadas considerando os valores do Imac, que são a sanidade do rebanho, a qualidade da carne produzida nas fazendas e processada nas indústrias frigoríficas do estado, a sustentabilidade e a transparência nas relações entre produtores, indústria e também no estado. “Os programas que estão sendo desenvolvidos no momento pelo Instituto têm como principal intuito atingir estes valores”, enfatizou.

O palestrante citou uma das ações do Imac já em execução que é o Programa de Reinserção e Monitoramento, uma plataforma eletrônica que auxilia os produtores no processo de readequação ambiental. Conforme Andrade, este programa foi criado para ajudar o pecuarista com problemas em relação ao desmatamento ilegal, que é uma das checagens socioambientais realizadas pelas indústrias frigoríficas instaladas no estado quando vão adquirir os animais para abate. “Uma série de checagens socioambientais foi estabelecida no Protocolo dos Fornecedores de Gado da Amazônia, produzido pelo Ministério Público Federal em parceria com diversas outras entidades. Não havia uma solução para oferecer ao pecuarista que caísse nessa malha fina, mas, agora, a partir do nosso programa ele consegue se readequar e acessar novamente essas unidades frigoríficas”, explicou.

Andrade também falou sobre o projeto Passaporte Verde, um programa de rastreabilidade e monitoramento socioambiental que visa promover no estado de Mato Grosso a originação de animais desde o nascimento até o abate, considerando o cumprimento de todos os critérios previstos pelo Protocolo unificado do Ministério Público Federal. “Com este Passaporte estamos oferecendo soluções de mercado para que o produtor possa comercializar os seus animais com a indústria frigorífica”, relatou Andrade, informando, que a partir de 2026 os frigoríficos irão fazer o controle dos critérios socioambientais, além dos seus fornecedores, também dos produtores de garrotes e bezerros.

Outro ponto destacado por Andrade foi a necessidade de melhorar a comunicação com os consumidores. A partir desta constatação surgiu o Observatório da Carne de Mato Grosso, um site que reúne diversas  informações técnicas, produtivas, de mercado e sobre os resultados dos projetos do Imac, além de estudos técnicos e pesquisas que o Instituto financia. Segundo ele, o objetivo é auxiliar na produção de políticas públicas e também para que os importadores consigam ver como o estado está atingindo essa rastreabilidade socioambiental.

O diretor técnico operacional do Imac informou que existe um preconceito de que a carne produzida no Brasil é uma commodity e não tem uma qualidade acima da média do que é visto no mundo. Salientou que este pensamento é errado. “Há 11 anos em Mato Grosso tínhamos 5% dos animais sendo produzidos com até 24 meses de idade. No ano passado,  o estado chegou a produzir mais de 25% dos animais com esta idade, o que foi um avanço muito grande. Os produtores investiram em genética, manejo e nutrição. Temos cerca de um terço dos animais sendo produzidos em sistemas de confinamento, assim como uma  outra quantidade significativa sendo produzida em sistemas de semi-confinamento. Isso faz com que a gente antecipe a idade de abate desses animais, o que tem ajudado muito na produção de carne de qualidade”, colocou.

De acordo com Andrade, este preconceito com a carne brasileiro ficou muito claro durante viagens do Imac à China e Europa para realizar visitas a empresas importadoras. Percebemos um desconhecimento muito grande em relação ao trabalho que fazemos aqui, assim como a todos os nossos controles socioambientais. “Atualmente, de 85% a 90%  dos animais abatidos em Mato Grosso passam por alguma checagem socioambiental. Então,  posso afirmar, com toda a certeza, que tudo aquilo que exportamos para  os mais de 70 países foi verificado sobre os critérios do Protocolo Unificado do Ministério Público Federal. A grande questão é que esta informação não chega para os mercados da China e da Europa. Portanto, falta  melhorar essa comunicação e quem precisa fazer isso é o setor produtivo da carne”, garantiu.

Para o mercado interno, Andrade disse que o Imac também tem uma estratégia de comunicação que se chama MT Steak. “Trata-se de um corte bovino inovador que estamos criando a partir de um concurso rural que foi aberto no ano passado. O projeto está conseguindo o engajamento de churrasqueiros, de chefes de cozinha e do próprio setor”, informou.

Outro projeto do Imac visando a promoção do setor, é o Portal da Carne que busca criar uma plataforma para unir o varejo com a indústria frigorífica. “Vamos possibilitar que os frigoríficos ofereçam os seus produtos para que os açougues possam fazer cotações e originar produto e, a partir dessa plataforma, iniciar o processo de negociação. Ela também oferece treinamentos e cursos na área de boas práticas de produção e marketing. A expectativa é que entre em operação em 90 dias”, finalizou.

Foto: Divulgação
Texto: Rejane Costa/AgroEffective

Cenários e tendências da pecuária pautam debate durante a Fenarroz

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A pecuária foi destaque nesta quarta-feira, 7 de junho, durante a Fenarroz, em Cachoeira do Sul (RS). Painel promovido pelo Instituto Desenvolve Pecuária durante o evento apresentou os temas “Como a informação pode fazer a diferença na pecuária”, com o presidente da entidade, Luis Felipe Barros, e “O sistema de produção e o mercado na pecuária de corte”, com o coordenador do Nespro, da Ufrgs, Julio Barcellos.

Barros apresentou a entidade, seus propósitos e trabalhos desenvolvidos até o momento. Mostrou também as ferramentas que surgiram com base em informações no grupo, que atualmente conta com 220 associados e 14 técnicos. Entre elas estão a compra de insumos, com pesquisa de valor em outras cidades, as compras coletivas de insumos, com maior escala e menor preço, compra e venda de gado, com melhores preços e produtos, o índice próprio de mercado, com maior assertividade no preço, e indicações de prestadores de serviços, com busca de profissionais, valores, e melhores resultados.

O presidente do Desenvolve Pecuária também mostrou a inovação como pauta da entidade. Da discussão sobre ferramentas tecnológicas já surgiram ideias como os aplicativos Negócio Fechado, que tem por objetivo facilitar a compra e venda de animais, e o AbigeApp, desenvolvido com a empresa Be220, que atua na identificação de marcas e sinais para combater o abigeato. Além disso, grupos de trabalho também foram formados, como os com os frigoríficos, de comunicação e de educação.

Logo após, o dirigente também apresentou um panorama da pecuária gaúcha. Atualmente o Rio Grande do Sul é apenas o oitavo lugar no número de rebanho bovino no país no número de abates. Em relação aos preços, Barros mostrou que, enquanto em 2021 o boi subiu 9% e o IGPM 17,78%, em 2022 a queda foi de 17% enquanto a do IGPM foi de 5,45%. Além disso, salientou que o recorde de exportações de 2022 de carne bovina não salvou o mercado interno. Lembrou que 60% do destino das exportações brasileiras foram para a China e isso, como consequência, trouxe concentração de mercado e menor preço da tonelada. Já sobre o consumo interno, reforçou que no ano passado o país atingiu o menor nível em 18 anos, e no Rio Grande do Sul 47% do consumo local acabou sendo de carne bovina in natura produzida fora do Estado.

Na segunda parte, o professor Júlio Barcellos abordou como o mercado influencia a forma de produzir. Disse que o importante para o pecuarista é que ele entenda algumas características do mercado e os grandes sinais que chegam de fora para que não esteja na contramão da sua forma de produzir. Com isso, salientou que no ano passado emergiram dois grandes “drivers” da COP 27: uma produção mais amigável e mais sustentável, baseada no bem-estar animal e no uso menos intensivo de fármacos e a relação com as mudanças climáticas e a necessidade da mitigação do efeito estufa.

Barcellos falou sobre como isso impacta na produção dentro da porteira. Avaliou que no curto e médio prazo o impacto é muito pequeno, mas de qualquer maneira são grandes sinais que podem influenciar o frigorífico que compra boi e influenciando isto, poderá chegar até o produtor de terneiros. Ressaltou que o pecuarista deve estar sempre analisando o que está acontecendo para ele não ir na contramão, e esta análise passa pela organização da sua produção buscando aproveitar alguma oportunidade, mas fazendo basicamente as questões dentro da porteira de uma forma mais organizada.

Com isso, o coordenador do Nespro abordou como o produtor pode organizar essa produção com vistas a maximizar os resultados como, por exemplo, diminuir as perdas, reduzir custo fixo, aumentar lotação e, tudo isto, voltado para que o produto que chega ao mercado tenha uma certa demanda para que os preços não sejam tão deprimidos, principalmente em tempos de crise. Salientou que o olhar do mercado é vago muitas vezes, mas ele precisa ser percebido com as grandes mudanças, período de oferta e de redução desta oferta, como afeta os preços, para que o pecuarista não esteja totalmente deslocado da conjuntura que move o seu negócio.

Fotos: Eduardo Marcanth Rosso/Divulgação
Texto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

Pecuária terá painel durante a Fenarroz sobre informação e sistemas de produção

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Pela primeira vez participando de uma Fenarroz, Multifeira do Agronegócio, que chega a sua 23ª edição, o Instituto Desenvolve Pecuária enxerga nesta oportunidade uma forma de proporcionar um maior alcance da cadeia, em especial para a formação de políticas públicas direcionadas ao setor. No entendimento da entidade, a Fenarroz segue o movimento que vem sendo notado neste ano, a começar pela Expodireto Cotrijal, de que as feiras voltadas para a agricultura também querem falar sobre pecuária.

O presidente do Desenvolve Pecuária, Luis Felipe Barros, afirma que uma grande maioria dos pecuaristas promovem a integração lavoura pecuária. “Por isso, não se pode falar apenas de uma cultura, sendo que a outra tende a ser complementar e a Fenarroz quer ouvir os pecuaristas, saber o que existe de moderno na cadeia”, salienta, colocando que há interesse em conhecer como a pecuária está se posicionando, quais os seus desafios  e  próximas articulações. “É para obterem essas informações que o Instituto é chamado”, destaca Barros.

A informação como uma ferramenta para melhorar os resultados será um dos temas da palestra a cargo do Desenvolve Pecuária. Barros informa também que o professor doutor Júlio Barcelos, coordenador do Nespro/Ufrgs, vai falar sobre a pecuária atual. “Os assuntos abordados são em prol de fomentar a cadeia do agronegócio, que é agricultura mais pecuária. Isso tem que ficar cada vez mais claro e mais robusto, inclusive, para que haja maior seriedade no tratamento das políticas públicas que hoje são quase inexistentes para o setor”, enfatiza.

A 23ª Fenarroz acontece de seis a 11 de junho em Cachoeira do Sul (RS), no parque da feira. No dia 7, ocorre um  Painel do Instituto Desenvolve Pecuária. Às 14h, o presidente da entidade vai falar sobre “Como a informação pode fazer a diferença na pecuária”, e às 15h30min, o professor doutor Júlio Barcelos abordará o tema “O sistema de produção e o mercado na pecuária de corte”.

Foto: Eduardo Marcanth Rosso/Divulgação
Texto: Rejane Costa/AgroEffective

Exemplo de criação pecuária no Paraná é tema do Prosa de Pecuária

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O programa de Carne Hiper Precoce e Super Precoce da CooperAliança foi tema nesta terça-feira, 23 de maio, de mais uma edição do Prosa de Pecuária, live promovida mensalmente pelo Instituto Desenvolve Pecuária. Foram palestrantes o médico veterinário e especialista em reprodução na fazenda Cacic, de João e Cristina Samek, no Paraná, Mário do Carmo, o engenheiro agrônomo, produtor e reflorestador Jorge Samek e o engenheiro agrônomo da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Paulino Takao Sakai.

Abrindo a palestra, Jorge Samek informou que a fazenda Cacic, localizada no Oeste do Paraná, possui cerca de 700 hectares, sendo 375 hectares de lavoura, com plantio de  soja, milho e aveia, e 240 hectares com  pastagem. “Estamos renovando sempre, fazendo o roteamento entre pastagem e lavoura. E, neste momento, estamos com 200 hectares de aveia para suprir a necessidade da pastagem de inverno. O nosso animal desde o nascimento ganha peso de forma sistemática até o abate”, enfatizou, destacando o trabalho realizado com qualidade, sempre pensando no conforto animal, com sustentabilidade, os solos permanentemente checados com análises e adubações necessárias, e inovações.

Samek também lembrou que seu pai desde o começo optou por uma genética de ponta. “Com a raça Nelore ganhamos muitos prêmios em exposições e a partir de um determinado momento iniciamos o cruzamento com o Angus. E, de forma gradativa, melhoramos cada vez mais o desempenho da nossa atividade. Todo ano fazemos na fazenda um Dia de Campo com troca de informações”, explicou. Samek citou, ainda, o surgimento da CooperAliança, uma cooperativa especializada em Angus, que trouxe segurança jurídica e financeira.

Mário do Carmo, por sua vez, disse que em torno de 1987 foi preciso pensar em algo da porteira para fora na fazenda e melhor qualidade, surgindo então a parceria com a CooperAliança. “Um grupo de animais da fazenda foi avaliado e aceito. A partir daí fomos trabalhar forte, buscando genética. Procuramos indivíduos dentro da raça Angus que pudessem ser melhoradores e fomos fazendo o melhoramento genético sempre buscando animais boca larga, com aptidão de leite, melhoramos o plantel cada dia mais”, observou, colocando que tem vacas que são inseminadas 20/25 dias após o parto. Conforme Do Carmo, os animais da fazenda Cacic mantêm o rendimento de carcaça acima de 55%.

Paulino Takao Sakai, ao fazer a sua apresentação, mostrou que na fazenda o rendimento médio de carcaça dos machos é de 60,61%, com 15 meses de idade e  23.81 arrobas. Já nas fêmeas, o rendimento de carcaça é de 57,28%, com praticamente 17 arrobas e 14 meses de idade. Segundo Sakai, isto prova que se o trabalho for realizado com qualidade, o resultado aparece. “Não se deve ter medo de mudar o sistema de produção. O trabalho bem feito é remunerado”, comentou.

Sakai lembrou que quando iniciou seu trabalho na fazenda a produção de forragem era boa no verão, mas no inverno havia depressão e baixa qualidade. “Neste tipo de sistema de exploração, o Nelore é imbatível, mas quando se consegue fazer uma programação forrageira é preciso ter um animal que consiga explorar melhor o teu sistema produtivo. E foi aí que fizemos a mudança para interromper a falta de forragem no inverno. Colocamos na nossa programação forrageira como pastejo de verão a estrela africana em 240 hectares,  a vacada que faz um pastejo contínuo com creep feeding e novilhos com pastejo contínuo com suplementação variada. Já no pastejo de inverno, colocamos aveia em 200 hectares, vacada com pastejo contínuo com feno e novilhos com pastejo contínuo com suplementação variada”, explicou.

Em relação ao mercado, Sakai ressaltou que ele pede um novilho ou novilha com 14 meses e pelo menos quatro milímetros de gordura e um rendimento de carcaça em torno de 58% ou 56%.  De acordo com o especialista, para chegar a este rendimento de carcaça a base teórica é usar alimentos concentrados. “Com a utilização de uma ração proteinada e milho na dieta, as nossas médias de rendimento de carcaça saltaram de 57,8% para 60% nos machos, e nas fêmeas de 55,47% para 57%. Isso melhora muito o serviço dentro da propriedade”, explicou, finalizando a palestra com a afirmação de que quando houve a mudança no sistema de produção da propriedade, “muitos duvidaram que fosse possível fazer um hiper precoce no sistema de semi-confinamento, mas conseguimos”.


Foto: Divulgação
Texto: Rejane Costa/AgroEffective

Instituto Desenvolve Pecuária critica decisão de proibir exportações de gado vivo

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Em recente decisão de um juiz de primeiro grau, as exportações de gado vivo foram suspensas no Brasil. A sentença teria se baseado em um suposto caso de maus tratos aos animais em um navio no Porto de Santos (SP) onde o autor faz o processo do pedido de suspensão das exportações em um carregamento que seria destinado para país muçulmano, conhecido por realizar o abate Halal, onde o animal precisa estar saudável e não pode ser atordoado na hora deste abate.

O Instituto Desenvolve Pecuária fez uma análise do caso e emitiu nota com posicionamento referente ao tema. De acordo com a entidade, houve uma invasão na questão da liberdade religiosa. “Quando invadimos a questão cultural de abates de animais de uma forma, é muito delicado. Existem religiões que fazem o abate de animais e isto é permitido no Brasil por lei de livre crença. Não podemos suspender uma grande ferramenta econômica que é a exportação de gado por causa da ideologia cultural de um juiz de primeiro grau que entende que os muçulmanos maltratam os animais a partir do modo que a sua cultura diz como deve ser abatido um animal”, destaca o presidente do instituto, Luís Felipe Barros.

Em relação às provas, conforme o dirigente, os autores juntaram apenas fotos. Barros reforça que o juiz deferiu o pedido de liminar suspendendo as exportações com base nessa suposta crueldade, determinando que os países de destino tivessem procedimentos onde se pudesse auditar de que eles estavam comprometidos com o bem estar animal. “Ou seja, ele delega a um terceiro país que se fizesse este controle. Um juiz de primeiro grau delegando a nações estrangeiras para que eles tivessem uma normativa para que ele possa liberar a exportação do Brasil, desconsiderando todas as normativas do Ministério da Agricultura sobre o tema”, observa.

O presidente do Desenvolve Pecuária frisa que a União conseguiu reverter essa decisão e o tribunal foi claro que ao juiz compete julgar a lei, e a lei e resoluções ao regramento do Ministério da Agricultura foram todos cumpridos em uma legislação extremamente rígida. “Existe crueldade? Não. Existem maus tratos? Não. Foi violada alguma normativa do Ministério da Agricultura? Não. Foi violada alguma lei? Não. Isso não consta na sentença. Absolutamente isto não entra na sentença e o juiz deveria dizer se a lei foi violada ou não e isto não é dito. E ele suspende toda a exportação de um país com base em um caso, com base em um parecer de uma perita municipal onde ela não aponta violação de nenhuma regra”, ressalta.

Barros afirma ainda que não há lógica alguma de que pecuaristas e exportadores defendam práticas que não considerem o bem estar. “Nenhum pecuarista é a favor de maus tratos aos animais. Pelo contrário, o bem estar animal é causa presente e traz melhores resultados. Não somos contra a sentença por que não queremos o bem estar animal, bem pelo contrário. Nós queremos que as coisas sejam justas e que o julgamento seja de acordo com as provas do processo. Portanto, não tem lógica dizer que estes animais são maltratados enquanto quem perde financeiramente são os proprietários do gado e do navio”, finaliza o dirigente.

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Texto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

Segunda convenção do Desenvolve Pecuária consolida a entidade na promoção do setor

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A presença de mais de 150 pessoas representando 32 municípios gaúchos na segunda edição da convenção do Instituto Desenvolve Pecuária consolida a entidade como agregadora de associados em prol do desenvolvimento do setor. O encontro ocorreu em Pelotas (RS),entre os últimos dias 21 e 22 de abril, e contou com a palestra “Desafios da Integração Produtor x Indústria na Cadeia Produtiva da Carne Bovina”, no hotel Jacques George Tower, Dia de Campo, na Estância da Graça, e um happy hour na Charqueada São João.

O presidente do Desenvolve Pecuária, Luís Felipe Barros, classificou como sensacional a convenção que celebrou dois anos de atividades. Salientou que o Dia de Campo foi uma evolução para que os associados entendessem como funciona, efetivamente, a integração lavoura pecuária. Também destacou a palestra do professor Leonir Pascoal, do Frigorífico Silva. “Ele nos apresentou o mercado, o que nos proporciona uma maior informação para que possamos tangenciar os nossos negócios ao sabor do melhor resultado, tendo em vista como os frigoríficos se posicionam nas suas compras”, observou.

A confraternização do final da tarde de sábado, conforme o dirigente, demonstrou que hoje a entidade não é apenas um grupo de empresários rurais, mas um grupo de amigos. “A amizade preponderou”, concluiu Barros. A primeira edição da convenção do Desenvolve Pecuária foi realizada em 2022, no município de Restinga Seca (RS).

Instituto Desenvolve Pecuária realiza nova convenção para celebrar dois anos de atividade

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Para celebrar os dois anos de atividades, o Instituto Desenvolve Pecuária realizará no próximo final de semana a segunda edição de sua convenção para os associados. Neste ano o evento será realizado em Pelotas (RS) e contará com palestra, dia de campo e momentos de confraternização e networking.

De acordo com o presidente da entidade, Luís Felipe Barros, o objetivo deste encontro dos associados é o de trocar informações. “Temos a informação como mote e utilizamos esta expressão que a informação é o novo insumo da pecuária. Portanto, na sexta-feira, vamos tentar entender o topo da cadeia, como os frigoríficos agem, precificam as carcaças. Já no sábado vamos visitar a Estância da Graça, de um associado, para entender o sistema dele, ver coisas novas e fazer o networking”, destaca.

Além disso, na oportunidade, os associados vão conhecer o planejamento estratégico e a prestação de contas do instituto. Na noite de sexta-feira, em palestra no Jacques George Tower, Leonir Pascoal, do Frigorífico Silva, vai falar sobre os “Desafios da Integração Produtor x Indústria na Cadeia Produtiva da Carne Bovina”. E a visita do sábado na Estância da Graça, de Luiz Antônio Simões, iniciará às 9h.

A primeira edição da convenção foi realizada em 2022 no município de Restinga Seca (RS) onde o dia de campo foi realizado na Fazenda Pulquéria, de São Sepé (RS).

Foto: Eduardo Marcanth Rosso/Divulgação
Texto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

Legislação trabalhista e o agronegócio foi tema de mais uma edição do Prosa de Pecuária

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A legislação trabalhista e o agronegócio foi o tema de mais uma edição do Prosa de Pecuária, live virtual do Instituto Desenvolve Pecuária realizada mensalmente. A nova edição ocorreu nesta quinta-feira, 30 de março. O palestrante foi o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4), Francisco Rossal de Araújo, que iniciou a sua fala explicando a estrutura do direito do trabalho no país e como funcionam as instituições que o colocam em prática.

Conforme Araújo, o aparato normativo que está na Constituição Federal referente aos direitos básicos de todo e qualquer trabalhador é colocado em prática por instituições na sociedade e o Poder Judiciário é a instituição que trata do direito do trabalho. “Os juízes do Trabalho, os Tribunais Regionais do Trabalho e o Tribunal Superior do trabalho (TST) são os que fazem atuar a legislação trabalhista prevista na Constituição e na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)”, explicou, salientando que toda esta estrutura é tocada pela Justiça do Trabalho. “Temos, ainda, como órgãos auxiliares, o Ministério Público do Trabalho e a fiscalização do trabalho, que é exercida pelos auditores fiscais ligados ao Ministério do Trabalho. O Rio Grande do Sul possui mais de 115 Varas do Trabalho e mais de 200 juízes do trabalho, entre titulares e substitutos”, informou.

Ao trazer o tema para o agronegócio, o presidente TRT-4 disse que a legislação trabalhista é pensada genericamente para todo e qualquer trabalhador. Lembrou que até 1988 havia uma pequena distinção entre trabalhadores urbanos e rurais, mas a partir da Constituição os direitos passaram basicamente a serem equivalentes para ambos, porém, “com algumas peculiaridades no Estatuto do Trabalhador Rural, que é a Lei 5.889”. Araújo citou, como exemplo, os intervalos na cidade que são regidos pelo artigo 71 da CLT e que prevê, por exemplo para uma jornada de até 6 horas, um intervalo de 15 minutos. Já no campo, a lei diz, especificamente, que este intervalo é de acordo com os usos e costumes da região.

Araújo enfatizou que o Brasil é muito grande e existem peculiaridades regionais imensas. Observou que dentro do Rio Grande do Sul existem muitas atividades diferentes em cada região. “Mais importante do que interpretar o texto legal é conhecer a realidade. O primeiro compromisso de um juiz, antes de conhecer o direito, é conhecer a situação de fato. A norma jurídica é pensada em abstrato, mas o juiz tem que aplicá-la em um caso concreto. É importante no meio rural que as pessoas tenham conhecimento dessas normas, mas também tenham conhecimento de levar ao juiz as características do ambiente de trabalho, dos costumes da região, da atividade agrícola, da sazonalidade. É deste contraditório que nasce a capacidade do juiz de conhecer e interpretar a realidade local”, frisou.

O presidente do TRT-4 salientou que conhecer a realidade local diz respeito a prestar um bom serviço de justiça. No entanto, destacou que as pessoas têm que ter um mínimo de discernimento em conhecer a realidade em que estão inseridas. “É fundamental buscar informações sobre a sua atividade e saber levar esse conhecimento quando for demandado em juízo, Isto é de uma importância vital, pois pode fazer a diferença entre ganhar e perder”, explicou.

Ao abordar a questão do trabalho análogo à escravidão, que no Brasil é considerado um crime hediondo, Araújo colocou que ele ocorre por uma série de fatores, mas que não se deve generalizar e exagerar. “Nós vivemos um período em que há uma excessiva ideologização tanto para um lado quanto para o outro. É um tema que precisa ser tratado com serenidade e transparência”, observou, salientando que uma vez comprovada a utilização de formas degradantes, como maus tratos, por exemplo, é preciso haver punição, para o bem da sociedade.

De acordo com Araújo, dar condições de trabalho digno não se trata apenas de uma questão moral ou jurídica, mas econômica. “O valor agregado do trabalho digno acaba compensando eventuais custos iniciais em relação à questão trabalhista como um todo. Então, essa é uma reflexão: primeiro, sem exageros; segundo, na justa medida; terceiro, pensar que este é um compromisso de toda a sociedade”, pontuou, afirmando que uma vez estabelecidos esses parâmetros é preciso haver diálogo entre trabalhadores, empregadores e o poder público.
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Ao citar alguns exemplos pelo mundo, Araújo disse que este é um tema que tem repercussões globais. “A própria comunidade tem que desenvolver a consciência de que  trabalho análogo à escravidão é repulsivo e um mau negócio”, concluiu.

Foto: Divulgação
Texto: Rejane Costa/AgroEffective

Pecuaristas gaúchos lamentam exclusão de frigorífico da lista de habilitados pós-embargo

By Notícias
Após anúncio do Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, de que o governo chinês sinalizou o fim do embargo à carne brasileira, pecuaristas gaúchos lamentam exclusão, na lista de empresas habilitadas, de um frigorífico de Santa Maria (RS). O Instituto Desenvolve Pecuária, através da Comissão de Relacionamento com o Mercado, se manifestou, nesta sexta-feira, 24 de março, e disse ser de suma importância à sobrevivência da economicidade da Pecuária Gaúcha, o aumento da concorrência de empresas que destinam a carne àquele mercado, para que se tenha uma precificação mais justa e menos suscetível aos interesses de um único player neste mercado.

“Esperamos melhor notícia no transcorrer da visita do Presidente da República e sua comitiva, dentre eles os proprietários do Frigorífico Silva, com chegada prevista neste final de semana próximo àquele país”, disse o presidente da comissão, Ivan Faria. Conforme o dirigente, a comissão avalia que a volta das exportações trará um melhor equilíbrio entre oferta e procura, “principalmente no grande volume de oferta das carnes baratas e sem qualidade que inundam as grandes redes de supermercado, tornando impossível a concorrência de nossa pecuária de pequena escala e custos mais altos com a carne Commodity Brasil”.

A expectativa é de que a demanda chinesa traga, mesmo aos preços não tão atraentes aos frigoríficos como os do ano passado, um aumento imediato de 10% nos valores pagos ao produtor em todas as praças brasileiras, equiparando aos preços que já estão sendo praticados no mercado internacional. A Comissão destaca, ainda, que é urgente uma mudança do protocolo sanitário Brasil-China. “Toda vez que a suspeita de um caso de “Vaca Louca de Velha” é encontrada no território nacional, não sejamos os pecuaristas e frigoríficos penalizados com interrupções de fluxo comercial que nos trazem prejuízos irrecuperáveis de imagem e de caixa”, ressalta Ivan Faria. Segundo ele, a comissão também solicita a extinção do limite de idade de abate dos animais como ocorre no Uruguai.

Foto: Divulgação
Texto: Ieda Risco/AgroEffective